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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Forgiveness . . .

"Resilience" By Katie M Berggren
Lendo uma matéria sobre Boris Cyrulnik, onde conta um pouco sobre como ele conseguiu superar a dor da perda de seus pais em um campo de concentração nazista e como ele conseguiu "dar a volta por cima", tornando-se médico psiquiatra, neurologista, escritor, psicanalista e especialista em resiliência, resolvi falar um pouco sobre isso.
Resiliência, uma palavra que eu conhecia até então somente de um jogo. Sendo essa, um atributo que reduz a chance de receber ataques críticos, reduzindo o dano tomado de jogadores em geral. Ela não é uma coisa inata e só pode ser adquirida de fontes externas como equipamentos, encantamentos e afins. Definição parecida mas diferente da vida real, onde resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas e superar as adversidades, sendo forte durante uma crise. Segundo Boris, "A resiliência é o antidestino". Pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades. Para conseguí-la, além de outros fatores, um ingrediente importante é o perdão. E é sobre isso que quero falar hoje.
Segundo a psicoterapeuta Rosa Argentina Rivas Lacayo "sem perdão não podemos crescer nem ficar mais fortes coma a adversidade". Muitas vezes costumamos "cozinhar" nossa dor em banho maria para mostrar o quanto fomos maltratados. Mas a niguém importa nosso sentimento, nosso sentimento não faz diferença afinal, não tem nenhum efeito. O que importa são as ações e o que somos capazes de oferecer agora, o passado é unicamente um de cada um. Quando nos apegamos a dor antiga, assumimos o papel de mártires e ficamos a espera de alguém que possa nos salvar milagrosamente, sendo que a única pessoa que pode nos salvar, somos nós mesmos.
Muitas vezes não perdoamos por pensar que poderemos estar contribuindo com a injustiça. Quem errou não pode ser perdoado, pois pode aproveitar de nossa nobreza e cometer o mesmo erro e assim, continuar nos machucando. De que vale a pena então perdoar? De acordo com Fred Luskin, em seu guia "O poder do perdão" perdoar não é aceitar a crueldade, esquecer que algo doloroso aconteceu, nem aceitar o mau comportamento. O perdão é para nós, não para quem nos ofendeu. Ao perdoar, adimitimos que nada se pode fazer pelo passado e isso permite que nos libertemos dele.
Muitas vezes guardamos a ferida dentro da alma e a tiramos de vez em quando para fitá-la, ficamos relembrando dos tristes momentos que vivemos e assim, ficamos revivendo, na esperança de não esquecer para não deixar acontecer novamente nada parecido. Parece ser tão dificil abrir mão dessa lembrança, dessa dor, assim ficamos eternamente sofrendo por algo que não pode ser mudado.
Não conseguimos perdoar, nem quem nos causou mal, nem a nós mesmos. Muitas vezes, quando erramos, nos sentimos merecedores de castigo. Mas é preciso perdoar. Perdoar não é esquecer o erro, perdoar é começar de novo, com a experiencia adquirida mas sem os rancores que teimamos em guardar como tesouros, e que afinal nos fazem tão mal, sempre nos confundindo sobre as possibilidades do presente.
O perdão não é algo que se dê ao outro, mas um presente que damos a nós mesmos. Vamos então nos presentear porque ninguém se importa tanto com a gente como nós mesmos.
E pra finalizar gostaria de indicar um filme, "Um beijo a mais". É uma refilmagem do filme italiano "O Último Beijo" (L'Ultimo Baccio, 2001) que ainda não vi. Apesar da crítica, gostei dessa versão, principalmente da trilha sonora. É um filme que fala sobre relacionamentos e perdão. =]

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

What'Cha Gonna Do




Listen.. just for relax..
=]

Be different!

O que exatamente é ser diferente? Quem define o que é correto ou errado? O que não é igual, que é divergente do padrão, sendo padrão o modelo oficial, aquilo que serve de base ou norma para avaliação de qualidade. Esse padrão é definido socialmente e quem foge dele é excluído. As pessoas tem o hábito de criar um alvo, escolher alguem para descontar as frustrações, principalmente para fugir dos defeitos próprios.
Porque não podemos ser como somos? Mas o pior é ser diferente, não por escolha, mas por ter de alguma maneira, seja nascido, seja acidentalmente, se tornado diferente. Eis então a necessidade de se trabalhar a inclusão.
Um dos critérios que deve ser usado para trabalhar a inclusão é parar de se preocupar com as diferenças e valorizar as habilidades, motivando a potencialidade do individuo. E junto com a família, a escola tem importante papel nessa etapa, pois geralmente é na escola que começa a vida social de uma pessoa. E essa socialização precisa ser inclusiva para assim, a escola formar pessoas, apesar de diferentes do "padrão", com autonomia e confiança em si próprias.
Estou estudando sobre Inclusão: teoria e prática. Acessando o fórum de discussão sobre o tema, encontrei um trecho de ASCLEPIO (Médico, sociólogo, professor, contador de histórias, político contra partidos) - Publicação: November 01, 2006. Acho que vale a pena ler e refletir, então segue abaixo:

"A EXPRESSÃO infanticicidio do latim infanticidium sempre teve no decorrer da história o significado de morte de criança, especialmente no recém-nascido.
No império romano e também em algumas tribos bárbaras a prática do infanticídio era aceite para facilitar a distribuição de comida pela população. Eliminando-se crianças, diminuia-se a população o que permitia um controle administrativo distributivo por parte dos governantes.
Na actualidade a India é um país onde há elevado indice de infanticídio feminino, o que gerou um desiquilibrio entre os sexos na população de actualmente 50 milhões.
É também prática corrente na China em consequência da politica demográfica, vitimando sobretudo as crianças do sexo feminino.
A psicose pós-parto é reconhecida como intrumento legal de defesa em pelo menos 30 paises, nomeadamente quando os filhos têm menos de um ano de idade.
Peter Singer, Professor de Bioética na Universidade de Princeton, no seu livro "Ética Prática", vem provocar a comunidade internacional ao rever o conceito pessoa, a partir do qual defende a ideia de que só se deve viver uma vida qua valha a pena ser vivida. Incómodo e polémico argumenta que a vida de um feto (e de um embrião) não possui mais valor que a vida de um animal que para o mesmo apresenta um nível semelhante de racionalidade.
Considera o infanticidio moralmente justificável nas crianças com severas deficicências intelectuais. Vai mais longe ao considerar qua alguns animais são mais inteligentes que alguns seres humanos nomeadamente com grave dano cerebral, pelo que se devem tratar com igual ou até menos consideração. Considera inclusivamente que os animais têm mais direito à vida que estes seres humanos.
Também John Harris, membro do comité de ética da Associação Médica Britânica durante um debate veio sugerir que não há diferença moral entre abortar um feto e matar um bebé. Defende o infanticidio nos casos de uma criança com desordem genética que não sejam detectadas durante uma gravidez, considerando a situação moral, aceitável e admissivel à luz dos conhecimentos actuais.
Tudo a propósito de duas questões: uma o facto de em Portugal se reiniciar a discussão sobre a interrupção voluntária da gravidez em referendo, com todo o aproveitamento politico que nada trará de util a uma discussão pública (o Parlamento tem instrumentos para regulamentar permitindo uma poupança economica que só enriqueceria o país).
A outra situação: recentemente foi reanimada no Hospital da minha área uma doente oligofrénica, mongoloide (sindrome de Down) com 38 anos (acima da idade média de sobrevivência). Foi ligada a um ventilador, devido a uma pneumonia.
Tem tido uma evolução favorável. Ligada ao ventilador delirei com o seu sorriso de criança, infantil mas de felicidade presente muitas vezes ao longo das 24 horas. Nesses momentos será que é um ser pensante? e se é o que pensará? É lindo de se ver.
Estou confuso com a leitura dos eticistas, desiludido com algumas ideias, mas também pensativo:
Deveria a doente ter sido morta à nascença? Foi ético ter sido reanimada e ligada a um ventilador com a idade avançada para a doença que tem? Se estou confuso, não me confundam mais... E aquele sorriso?"
Outro dia ainda volto nesse assunto do trecho citado acima para falar um pouco sobre o desenvolvimento de crianças em seus primeiros meses de vida. É um assunto um pouco extenso então melhor deixar pra depois. =]

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Blackout

Don't kid yourself  Não brinque consigo
And don't fool yourself  
E não se engane 
This love's too good to last  
Esse amor é muito bom pra durar
And I'm to old to dream  
E eu estou muito velho para sonhar

Don't grow up too fast
Não cresça tão rápido
And don't embrace the past
E não abrace o passado
This life's too good to last
Essa vida é muito boa pra durar
And I'm too young to care 
E eu estou muito novo pra me importar

Don't kid yourself
Não brinque consigo
And don't fool yourself
E não se engane
This life could be the last
Essa vida pode ser a última
And we're too young to see 
E somos muito novos para ver

                 - Muse ~lover~

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